painel

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

condenação

 
          Condenação

Por que hão de condenar-me?
Em não consternar com quem há
De imolar-me!
Por que há condenação?
Em não confraternizar com 
os que hão de me abater!
Por que hão de condenar-me ?
 Por não querer dançar a valsa 
da perfídia!
Por que hão de condenar-me?
                   Por não aceitar Fingidas devoções!

Por que hão de condenar-me ?
Por não sentar a mesa com
quem mal exprimir-se de mim!

Condene-me!

 Por não fazer elos,

Condene-me!

 Por não trocar caráter por algo palpável

Condene-me!

 Por escolher ser eu e não um ser reinventado 
 oportunamente.

Condene-me!

Por escolher o pouco honesto ao excesso indecoroso.

Não há medo de condenação em mim ...!

Condene-me a forca!
Condene-me ao fogo!
Simplesmente condene-me!


sábado, 10 de dezembro de 2011

Não há mais eu

        Não há mais eu

Submersa em medo
Em desejos que não são meus,
Em sonhos que não sonho,
Em paixão que não mais a sinto.
Uma identidade falsa,
Uma obra prima dependurada em uma ponte.
Fecho os olhos; esses meus velhos e tristes olhos
Para não ver o que poderia ser ou o que é.
Estou só nessa minha multidão,
Dedos apontando a direção, mais não é a minha direção!
O sentido ficou inexistente,
 A paixão mórbida,
 A ira não me punciona mais.
A indiferença é o lema; triste e amargo.
Ainda há o sorrir em meio à multidão,
 Mas a verdade está na solidão.
Despetalo-me como se fora um bem me quer,
Encerro a noite sorvendo uma bebida,
Dando boa noite a essa nicotina.
Até que acha coragem para nobilitar-me!

sábado, 19 de novembro de 2011

Silencio de dor

                            Silencio de dor


Almas presas, vozes que não ecoam
Mais o soluçar de dor.
Gritos que não rasgam os céus
Faces pintadas de ilusão, olhos que
Não querem enxergar o sol da liberdade.
Açoitam a mãe gentil por medo de ama- lá
Até a morte.
Desesperadamente fugindo para não perecer
A carne porem mata-se a alma.
Corpos vazio, perambulantes sem reflexos de grandeza
Submissos aos colarinhos submersos em medo.
Louvado será o dia em que se findar a escravidão no Brasil

terça-feira, 8 de novembro de 2011

só por está noite!

Só por está noite!

Deixe-me ser vazio, preciso sair de mim
Deixar-me longe sem peso e talvez
Eu encontrarei alguma paz esta noite!
Rasgar minhas veste,como se fora minha alma

                               Deixe–me tirar essa armadura,
Soltar essa espada que a muito tempo
Carrego desembainhada e manchada.
Preciso ver a lua, deixar que ela
Também há me veja.


Deixe-me lavar meu corpo, minha alma,
Deixe-me ser livre só por está noite!
Preciso aprender a segurar uma flor
Deixe-me aprender andar e parar de
Cavalgar pelo menos esta noite!

Não deixe- me ser puxada pelos destroços
Dessa vida belicosa,
Não deixe- me afogar em minhas memórias
Pelo menos essa noite!

Deixe-me ficar leve, sentir o vento
Sobre minha pele sobre minha face,
Há muito tempo esquecida por mim.
Deixe-me acredita que não vou, mas
Guerrear, só por esta noite!

domingo, 6 de novembro de 2011

Imoral

                Imoral

Não sou “legal”, sou dissimuladamente imoral
Sou um misto do pecado original,
Sou amante de tudo que faz mal,
Sou praticante desses pecados capitais.
Luxuria a candeia dos meus olhos,
A ira teceu meus desejos,
Coroou minha vaidade.
Ah! Minha gula de viver, viver...
Soberbamente digo que vou te prender,
Só porque não quero me conter...
Mas vou te conter só porque quero me valer sobre você.
Não siga os sinais! Siga esse meu extinto animal,
Beije-me para provar o licor da paixão, coma o fruto
Proibido para saber que o pecado não é tão mal.
Venha ser mais um imoral!


  

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Frente e versos

                 Frente e versos

Se mau for não serei eu como o meu progenitor?
Se caráter me sobra herdei de quem me criou?
Nem sim nem não!
Não posso afirmar o que realmente de ti
Existi em mim, existe em nós.
Nem bem nem mal posso afiram que de ti fui buscar.
Traços seus em mim realçam, mas decidirei se quero ou não usar.
No verso do filho a um pai que até erra tão somente porque quer acertar.
Quando em verso  me irritava com o palestrar ou que via o futuro em seu olhar?
-Sei lá! Não queria enxergar!
E pergunto a essa frente se tentava concertar em mim o
Passado que não pode mas voltar!?
- A resposta só saberá quando de verso passar a frente e
O seu amado verso se movimentar.
Não existe esse tal manual entre pai e filho só existe
Um reflexo, tão somente reflexivo...
Lado a lado iniciando e ciclos.
O segredo e mistérios que jamais ao de entender!
E pra que mesmo entender? Basta-se sentir a dor e a
Alegria desse frente e verso, dessas paginas trocadas
Se ontem era filho amanhã será pai.
  
   

domingo, 30 de outubro de 2011

                    Minhas vida com os pontos”.!?

Sob meu olhar jugo- me... Mais do que necessário,
Seria realmente necessário julgar-me?
Seria ou não seria eu.
Entre tantos verbos voadores um paira sobre meus olhos
- ser
Sou o que sou e não mudo!
Ou
Sou o que sou e não mudo?

Diferentes sinais trocam todo o sentido, trazendo a
Afirmação por terra ou seria ao contrario?

Por isso julgo-me!

Concluo que a vida me deu alguns sinais nem todos foram bonitos (e não mesmo!)
Ou não deram o sentido positivo, porem desentortei algumas interrogações para
Transformá-las em exclamações e dei um ponto final.

Talvez não faça sentindo aos olhos que pairam sobre as letras, talvez não agora
Mas  em algum momento você se verás puxando, distorcendo algumas ou uma que seja
 Interrogação e a transformando em uma grande e por que não imperante exclamação

Ah e o que falar desses pontos tão pequeninos porem decisivos que algum de nós
(não eu!) temos dificuldade de usar. (ponto final) é melhor nem entrar em detalhes
Quanto a esse assunto; vamos por um ponto final?
     

E com o passar do tempo aprendemos que em algumas ocasiões é melhor por
  A exclamação junto à interrogação, para não antecipar o sofrimento alheio ou
O nosso não é mesmo?!

Talvez não seja certo usar esses dois ponto, e em algum lugar um professor de
Português (o meu, por exemplo) esta me xingando, mas a vida é assim nem sempre
Ganhamos, mas sempre vai haver os três pontinhos para abrir o caminho.

Tudo bem se você esta entre aspas me chamando de maluca!
Mas sei que em algum momento ou poster você vai usar os parênteses para
Dizer que sou “maluca” (beleza)!