painel

sexta-feira, 20 de maio de 2011

espetáculo do cotidiano.

                            Espetáculo do cotidiano


O mundo virou um espetáculo,
Um circo, um grande espetáculo,
Olhem nas esquinas e veras os equilibristas
Equilibrando em seus salários de fome.
Palhaços soltos, fingindo o aceitar
A ilusão dos venais ilusionistas.
Ilusionistas fazendo sempre as mesmas ilusões,
Escondendo verbas, valores, em suas cartolas,
Muito bem guardada em Brasília...
E lá vêm as contorcionistas! 
Desafiando a flexibilidade entre o ser mãe, mulher, provedora...
Palmas... É um show a parte!
Lançadores de facas, lançando suas facas um contra
O outro.  
Abaixem-se! facas perdidas!
E nós simples malabarista, fazendo malabarismo com
Nossa alegria, para que não caia sobre  terra, diante
De tantas carências éticas, do brio...

É o espetáculo do cotidiano!
 
Nesse circo somos todos itinerantes, caminhado
Ou tentando caminhar em rumo ao progresso em
 Um monociclo de esperança!

quarta-feira, 18 de maio de 2011

reencontro

                                                             Reencontro.


Não voltei ao passado, mas o passado sentou-se em meu
leito e me deu bom dia!
Lá estava o passado correndo em meu quarto,tagarelando, fazendo traquinagens....
Era eu menina... doce e endiabrada, de frágil aparência.
(somente aparência).
Muito me assustou o deparo comigo, como eu era chata...
Por um instante o eu menina, calou-se dando a vez a uma
Adolescente franzina, que mais parecia, um menino, sem
qualquer  vaidade.
Ela simplesmente com seu pavio curto, perguntou o por quê de um
Olhar tão questionador, afinal adoravamos ser assim sem vaidades,
Sem compromissos, simplesmente vivíamos, não importava
Opinião alheia, até o momento em que essa ai chegou,mudando tudo.
Nesse momento uma moça forte e decida com um olhar penetrante,
Sentou-se em meu leito, e com uma empáfia ajeitava seus cabelos,
retocando sua maquiagem, em um dom autoritário disse-me:
Minha querida! Se eu não surgi-se,você não teria conhecido o sabor da
Conquista, não teria o tão valioso lugar ao sol...
Um principio de discussão se fez presente, afinal era muitas de mim...
Um grito, que mais parecia um trovão se fez presente,
Era eu ,no agora.uma mulher madura,decidida...
Dei um beijo em cada uma e agradeci.
Agradeci a o eu menina por sua inocência por sua alegria imaculada,
E  essa alegria ainda estava presente em mim ,e  sempre há de estar,
Agradeci a rebelde adolescente que fui que se permitiu ser teimosa o suficiente
Para não mudar,diante das opressões de uma adolescência precose, transviada,
E essa teimosia ainda carrega comigo.
E por fim a moça, a bela moça. Por sua responsabilidade, austeridade, pela
Ânsia de vida que a impulsionava, obrigado!
 E hoje nesse louco presente sei que sou a guardiã de vocês, para entregá-las
 Intactas a mulher do futuro!


sábado, 14 de maio de 2011

Debandei-o


                                  Debandei-o

Nunca pensei que fosse deixar-te!
Abandonar sua presença, que a mim
Traz arrepios....
Meu coração não há mais de acelera por
Sua visita lúgubre...
Minhas pernas não há mais de tremer por
Sua presença soturna.
Não hei de ficar por sua causa...
Não quero mais te ver nos reflexos dos meus
Olhos negros.
Saia da minha vida, da minha cama...
Não! Não vamos estar mais juntos, vou-me
Debandar...
Não quero mais suar frio, diante de seus
Sussurros enfadados.
Nunca mais há de me possuir, estou rompendo
 Os laços, em que me envolveste.
Não sou mais sua senhora, você não é mais meu senhor.
Perdeste seu trono Medo!

sexta-feira, 6 de maio de 2011

liberdade...

                                                                              Liberdade

O que dizer  da liberdade?Como defini - lá?
No primeiro instante vem em mente algo tão sublime...
Mas basta um minuto para pensar diferente;
No dicionário tem significado totalmente o oposto da louca
Realidades do tempo moderno.
Tempo moderno?
Um minuto...
Não é problema do tempo moderno, mais sim de nós!
 Que permitimos que nossa liberdade fosse usurpada, por alguém,
Por permitir que os capitães do mato dos tempos modernos,
nós prenda em nossa senzala de luxo.
Os nossos capitães do mato se modernizaram,
sua armas ,suas vestes,se tornou modernas
seu gosto pela maldade, se apurou .
E nós já não, mas valente! Abaixando o rosto
Estampado de uma covardia descabida, inepta sem ao menos
 Fingir uma revolta, se não por nós, mas pelos nossos
Antepassados ou por quem há de vir.
A liberdade se tornou banal, afinal a nossa senzala
É moderna, é digital, os nossos senhores não são
Mas donos de cafezais ,mais sim senhores de Brasília.
É preciso ecoa o canto de revolta, pra os escravos dos tempos modernos
Arranca os grilhões;
Grilhões esse, que não, mas nas mãos;
Mas nos olhos, na alma.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

minha procura

                                         Minha procura


Vaguei, vaguei, muito ate encontrar-te,
Sentei-me a mesa sozinha,
Dancei só a valsa dos apaixonados,
Perdi-me dentro da minha dor,
Busquei por ti, mesmo sem saber
Que era você que faltava.
Embriaguei minha alma de falsa ilusão,
Pois não sabia o que faltava.
Perco ri estradas, levantando poeira,
Rasguei minha veste, pois minha alma já
Encontrava-se dilacerada pelo que nem eu sei.

 Minhas pernas não mais respondiam as expectativas
De minha alma desmedida, em sua procura incessante.
E como o sol você apareceu, aquecendo minha alma,
Dissipando as trevas do meu olhar.
Minha alma agora se embriaga de amor; regozija
De felicidade.
Meu coração bate em compasso com o seu,
Minha procura enfim terminou!

segunda-feira, 2 de maio de 2011

repudiei

                                                                   Repudiei...

Não olhei para trás para não te ver...
Criastes-me, mas não me conheces...
Arranquei de minha alma o mal
Que hereditariamente recebi...
Vasculhei minha mente para arrancar
Suas execráveis palavras.
Corri até meus pés sangrarem,
Repudiei meu sangue, meu nome.

Sim! Positivamente me degenerei...
Sai nua para não levar nada de ti,
Curei-me no tempo, a chuva lavou
Resquícios de ti, o vento soprou
As ardências da minha alma, o
Sol secou as lágrimas dos meus olhos,
A noite escondeu-me de você.
O fogo me adotou , a terra escondeu
Minhas pegadas de ti ,para que não
me encontra- se.
Fugi para não ser como você!

domingo, 1 de maio de 2011

                             Doce infância!


Que saudade tenho de ti,Doce infância !

Saudades das canções de rodas, aonde o
Mundo girava de uma forma, mágica
embalada,pela magia da inocência.
vibrávamos ao ver as cores, formando
O belo arco Íris,mexendo com a imaginação;
E a pergunta que não calara:
Onde está o pote de ouro?
mundo simples da doce infância,enfeitado
de bolas,gudes e piões!
Meninas pulando seus elásticos, batendo
Suas cordas, passando anel...
Meninos jogando bola, enfeitando o céu
Com suas pipas,rodando seus piões... 
E eu transitando entre os dois lados
Elásticos e pipas...

Ah que saudade tenho de ti doce infância!

Em frente a casa meninos e meninas reunidos
para jogar as cinco Marias ,escravo de Jó...
Qual de nós não brigou com o sono,para esperar
Papai Noel, a fada dos dentes...?

Orgulhosamente eu!

                                 Belas histórias embalaram o sono,protegendo
                                  a doce infância.
Ah pequeno príncipe como tenho saudades de
velo na televisão.
Brinquei de índio com a Xuxa,ri do bozo da vovó
Mafalda,esperava os trapalhões no final de cada tarde
de domingo.
Ah doce infância ! Que me permitiu acreditar em fadas,
Princesas e até mesmo no homem do saco (rsrsrs)

Ah que saudade tenho de ti doce infância!