painel

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Querido ébrio

 
         Querido ébrio
imagem Google

Se ébrio porque quer ou 
por o que a ti restou;
Não sei! só sei que ébrio és...
Meu ébrio que contaste 
estrelas pra dormir,
em uma infância plangente,
ausente de mesmices infantis.
Destino ou injunção?
Seja como for por ti deve aceitação!
Ébrio que muito sorriu,
Riso infantil,
 Riso sem sentindo,
Riso ou camufla de choro?
Ébrio que sorve sua liberdade,
Metamorfoseando em uma pressão libidinosa
Fustiga a alma, puni a carne sem um plausível porquê
Encarcerado ao temulento ou agarrado a ele?
Querido ébrio...!
Seus lábios riem,
Seus olhos choram,
Seu corpo dança,
Sua alma grita:
-Me socorra!

sábado, 28 de janeiro de 2012

Jubilo fúnebre

               Jubilo fúnebre


Quando em mim falta o fôlego de vida,
O brilho se apagar de meus olhos,
Deixo a lembrança de outrora.
Não quero choro nem velas,
Não quero rosas!

Deixo minhas marcas de uma vida 
marcada pelo extremo dessas minhas extremidades,
Não chore pela morte celebre a passagem!

Não me vista de branco,
Não se vistam de branco,
Ergam as taças, minhas taças
Não dessorem minha passagem!

Irei feliz, pois vivi o que sempre quis,
Doei-me  e recebi o bem o mal que
Sempre quis.
Chorei e sorri, ganhei e perdi
Gozei muito mais do que sofri.
Não quero choro nem velas!
Pois muito vivi e só uma única vez irei parti!


quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Na TV

                                                                   Na TV 
(imagem do Google)


Na televisão uma propaganda eleitoral,
 Na sala uma criança a observar,
Uma verdade há ressaltar
Uma criança há falar:
Tudo mentira!
Neles agente não pode confiar!
O que há de se espantar?
A verdade era da criança e não da
 Propaganda que estava no ar!
                                   Liberdade.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

condenação

 
          Condenação

Por que hão de condenar-me?
Em não consternar com quem há
De imolar-me!
Por que há condenação?
Em não confraternizar com 
os que hão de me abater!
Por que hão de condenar-me ?
 Por não querer dançar a valsa 
da perfídia!
Por que hão de condenar-me?
                   Por não aceitar Fingidas devoções!

Por que hão de condenar-me ?
Por não sentar a mesa com
quem mal exprimir-se de mim!

Condene-me!

 Por não fazer elos,

Condene-me!

 Por não trocar caráter por algo palpável

Condene-me!

 Por escolher ser eu e não um ser reinventado 
 oportunamente.

Condene-me!

Por escolher o pouco honesto ao excesso indecoroso.

Não há medo de condenação em mim ...!

Condene-me a forca!
Condene-me ao fogo!
Simplesmente condene-me!


sábado, 10 de dezembro de 2011

Não há mais eu

        Não há mais eu

Submersa em medo
Em desejos que não são meus,
Em sonhos que não sonho,
Em paixão que não mais a sinto.
Uma identidade falsa,
Uma obra prima dependurada em uma ponte.
Fecho os olhos; esses meus velhos e tristes olhos
Para não ver o que poderia ser ou o que é.
Estou só nessa minha multidão,
Dedos apontando a direção, mais não é a minha direção!
O sentido ficou inexistente,
 A paixão mórbida,
 A ira não me punciona mais.
A indiferença é o lema; triste e amargo.
Ainda há o sorrir em meio à multidão,
 Mas a verdade está na solidão.
Despetalo-me como se fora um bem me quer,
Encerro a noite sorvendo uma bebida,
Dando boa noite a essa nicotina.
Até que acha coragem para nobilitar-me!

sábado, 19 de novembro de 2011

Silencio de dor

                            Silencio de dor


Almas presas, vozes que não ecoam
Mais o soluçar de dor.
Gritos que não rasgam os céus
Faces pintadas de ilusão, olhos que
Não querem enxergar o sol da liberdade.
Açoitam a mãe gentil por medo de ama- lá
Até a morte.
Desesperadamente fugindo para não perecer
A carne porem mata-se a alma.
Corpos vazio, perambulantes sem reflexos de grandeza
Submissos aos colarinhos submersos em medo.
Louvado será o dia em que se findar a escravidão no Brasil

terça-feira, 8 de novembro de 2011

só por está noite!

Só por está noite!

Deixe-me ser vazio, preciso sair de mim
Deixar-me longe sem peso e talvez
Eu encontrarei alguma paz esta noite!
Rasgar minhas veste,como se fora minha alma

                               Deixe–me tirar essa armadura,
Soltar essa espada que a muito tempo
Carrego desembainhada e manchada.
Preciso ver a lua, deixar que ela
Também há me veja.


Deixe-me lavar meu corpo, minha alma,
Deixe-me ser livre só por está noite!
Preciso aprender a segurar uma flor
Deixe-me aprender andar e parar de
Cavalgar pelo menos esta noite!

Não deixe- me ser puxada pelos destroços
Dessa vida belicosa,
Não deixe- me afogar em minhas memórias
Pelo menos essa noite!

Deixe-me ficar leve, sentir o vento
Sobre minha pele sobre minha face,
Há muito tempo esquecida por mim.
Deixe-me acredita que não vou, mas
Guerrear, só por esta noite!