painel

sábado, 1 de outubro de 2011

monologo

                                                Monologo!

Levantei-me assim:
Sem saber o por que do simples estar aqui,
uma calmaria não pertencente a mim.
Vasculhei-me! E encontrei o que não queria encontrar.
Contraditório não?
Se vasculhas não porque queres encontrar?
É porque não sei se a mim posso confrontar.
Mesmo sem saber no que ia dar confrontei-me sem pestanejar!
Mas difícil não podia ficar!
Ah! Claro que podia ficar era eu sem singular!

Gritei-me para não deixar sombra no que eu queria expressar.
Expressar?
O que ouvi de mim foi baixo escalão de assustar!
Não faz mal!  Mas agora sabes aonde é seu lugar!
Seu ou meu lugar?
Seu!Pois você aqui é apenas para coadjuvar,
Nos momentos de diplomacias que eu não sei usar.
Dizes tu oh desbocada! Que sem mim não sabe se expressar?
Não! Com você eu vou levar  biltre sem que eles possam notar
Que a mim vão encontrar. 
Mas para esse ego angariar vão dizer que me é útil em harmonia
A ti fica .
Então combinamos assim:
-Eu e com meus rompantes e atrevimento na frente,
Você e sua meia diplomacia atrás;e em algumas ocasiões darei passagem
Para que resolva o que na força não posso confrontar.

domingo, 11 de setembro de 2011

Açoites

                   Açoites

Acoites que ontem açoitava a pele escura,
Hoje açoita a clara,escura,parda...
A cada amanhecer espontâneamente
Entramos em nosso navio negreiro,
Sem ao menos perceber que as portas
Simplesmente estão abertas,e que carregamos
Em nossa mente friável nossos carrascos.
Os grilhões que antes se trazia preso aos pés,
encontra-se hoje em nossa mente fragilizada
 pelos simples existir  assistir e permitir.
O metal que antes comprava a liberdade hoje
Nos aprisiona mais e mais...
A alforria  de hoje só se compra com a letra
Que dês de 1.500 tentam esconder.
A nova era camufla os açoites dado pelos
Senhores feudais, que não mais em seus castelos,...
Mas sim naquele planalto ,que financiamos com
O suor de nosso rosto já envelhecido pelo sol.
Somos forte e capazes a lastima é que não percebemos,
Que o que nos aprisiona  é  mera ilusão patrocinada 
pela ausência de um conhecimento.
A letra negada, iniciada, mas nem sempre terminada,
Oferecendo-nos um alfabeto de 13 letras.
Contudo creio que um dia hão de perceber que
As mãos que nos açoita são nossas ao receber a venal “ajuda”
Que os moços do planalto têm a nos oferecer ,no intuito
De  intelectualmente nos empobrecer;
Afim de que não percebemos que a nossa Isabel está no verbo aprender.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

"Edição especial"!


            Edição especial

Sou uma edição especial!
Não significa que sou normal,
Anormal, melhor, ou pior não
Sou uma junção de tudo que caminha por ai,
Sou uma edição de embalagem rústica, de forte sabor
Amargo ou doce depende das intenções na qual me tomas.
No auge da insanidade, é que vejo quão sã sou,
E que os sãos estão tão entulhados que não vêem
Que insano é fingir não ver não sentir, não querer...
Sou uma edição especial, de embalagem rústica
De puro amor, capaz de embriagar uma alma benéfica
 De alegrias
Ou veneno doce e agre para maus intencionados
Só depende da real intenção do seu coração.
Não sou uma edição que todos querem levar,
Uma edição de adorno, bonita de si mostrar
Mas quem foi que disse que a verdade é bonita?


sábado, 27 de agosto de 2011

Suportáveis, insuportáveis

                                                     Suportáveis, insuportáveis


Insuportavelmente suportamos as  mesmices
De todos os dias, horas regras, etiquetas... 
Suportáveis respostas de perguntas que não
As fazemos.
Suportável visão do tempo, dos marcos que deixados
Em nossos rostos, em formas de linhas.
Insuportável visão da covardia vestindo seu
Alinhado terno com seu colarinho branco há
 Surripiar-nos a dignidade e nos deixando
 De troco o atestado de otário da vez.
Suportável adeus a quem deixou-se de amar
Insuportável crueldade em forma de
Mulher deixando em lixeiras anjos que por
Sorte sobrevive. E a que preço sobrevive...?

Infelizmente suportamos caminhar e ver uma criança a mendigar. 

Insuportável covardia nossa do dia a dia que
Conhecemos facínora e nada fazemos por
medo de acabrunhar,
tornando-nos amancebado a iniquidade.

Insuportável tirania que fingimos suportar
Como se fosse uma democracia singular;
Insuportável  espera de um basta 
Que não quer chega! 

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Pecados das almas.


                                                             Pecados da alma.


 Sobre meus seios repouse sua cabeça
Amei-te sobre diversas formas rapidamente
Em diversos momentos desejei-te
Amaste-me puramente,
Desejei-te pecaminosamente
Segurei-te entre minhas pernas quentes
Para desfazer o não que pensavas pronunciar.
 Acalmo sua mente em um único segredar,
Par depois te enlear.
Tu me trazes na alma oh amado!
Eu a ti somente em meu corpo nu.
Oferece-me o singelo branco
Ofereço-te o vermelho encarnado
Seus olhos reflectem o sol 
Os meus refletem a lua.
Transponho-me para dentro de ti
Sem que jamais veja o que há em mim
Lençóis aquecidos pela minha luxuria
Queima sua alma pura.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Entre lá e cá.


                                 Entre lá e cá





Ouço o que não vejo,

Vejo o que não se vê
Sinto o amanhã no
Presente deste meu “tormento”
Pensamentos meus
Misturados a voz que não vejo.
Será meu, será seu(s)...?
Herança do bem e do mal !  
Pedras que hoje rola,
Ontem as vi rolar no momento
Em que cavalgava entre lá e cá.
Um olho para muitos olhar
Estou lá estou cá!
Não!Não há insanidade 
Há dom hereditário ancestral.
Nada se vêem nas águas,
Nas águas vejo o que nem
Sempre posso revelar.
Não há susto neste caminho
Pois a muito ouço o que não se pode escutar.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

flor de metal

                                    Flor de metal


Flor de metal, espinho de ferro
Fria beleza, de pura bruteza,
Flor de metal espinho de ferro
De triste  e fria grandeza
Bruteza em um  florescer.
Flor de metal dos vales secos
 Sem cor.
Flor de metal regada de dor.
Flor de metal, espinho de ferro
Fere o infame semeador...

Flor de metal, que adorna
O peito do intrépido belicoso.

Flor de metal oriunda magistral
Do simples haver.
Flor de metal de fria beleza
 justificação de uma nobre bruteza.
Resistente flor de metal que resisti
A soturnidade ancestral.